Beyond Oasis, o Zelda da SEGA

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No começo da década de noventa, a empresa Ancient, administrada por Yuzo Koshiro, lança um dos melhores RPGs para Mega Drive. Na época a empresa já tinha feito um excelente trabalho com Streets of Rage 2. O RPG em questão é Beyond Oasis, também conhecido no Japão como The Story of Thor: Hikari wo Tsugu Mono.  Com esse novo game, novamente a SEGA estava fazendo frente a NINTENDO. Se a Nintendo tinha MARIO, a SEGA tinha SONIC, se a Nintendo tinha Final Fight, a SEGA tinha Streets of Rage e se a Nintendo tinha ZELDA, a SEGA agora tinha Beyond Oasis. “Genesis does, what Nintendon’t”!

Aqui no Brasil, Beyond Oasis foi muito bem recebido pela crítica. A revista ação games cravou uma nota 5 em diversão (nota máxima)e a Super game power (achava essa revista muito foda!), também deu um Fun Factor máximo.

Não era por acaso, o jogo é realmente muito caprichado. Lembro que o meu primeiro contato com a saga de Oasis foi pelo Sega Saturn, na continuação The Legend of Oasis (1996). Minha mãe havia comprado o console no Mappin, em um crediário com milhares de prestações e o CD eu aluguei em uma locadora perto de casa. Como eu nunca cheguei a ter um mega drive na minha infância (saltei do master para o SNES), infelizmente eu não tive a oportunidade de experimentar a primeira versão quando criança.

De qualquer forma, o jogo é bem parecido com o do Genesis e na época eu achei muito animal! Juro que cheguei a exteriorizar um: “Nossa, é melhor que Zelda!” (me perdoa Nintendo, eu ainda amo você!). Por sorte, recentemente achei o cartucho vendendo por meros R$ 30,00, original e gravando, um achado! Então resolvi tirar a “barriga da miséria”, fechei o jogo com todas as lendárias (assim que eu terminar battletoads, pretendo fechar ele de novo).

Não posso expressar toda minha alegria e satisfação em fechar esse jogo, mas para quem não conhece, vale experimentar. O jogo além de ser extremamente desafiante, têm uma ótima trama.

Trama

2Nesse jogo você encarna o personagem Ali, um príncipe que em uma de suas viagens encontra um tesouro perdido, o bracelete dourado. Um artefato de grande poder que lhe permite controlar quatro elementais: Dytto, a elemental da água, Efreet do fogo, Shade, o elemental de sombra e Bow, o elemental da natureza.

No princípio, esse bracelete foi utilizado por um mago que combateu uma entidade maligna que tinha um bracelete de prata. O bracelete prateado permitia Agito, a entidade do mal, controlar as forças do caos e da destruição. Agora de frente para o artefato, Ali recebe a missão de parar a pessoa que encontrou o “bracelete de prata”, mas para isso precisa viajar por Oasis e adquirir a habilidade de invocar os quatro espíritos elementais.

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Jogabilidade

600full-beyond-oasis-screenshotO jogo têm uma visão de cima e não há como não lembrar de Zelda ao jogá-lo. Ali começa com uma faca, mas durante sua missão pode encontrar espadas, arcos e bombas.

Quando equipado com armas de combate corpo a corpo, Ali ataca fazendo combos e, além disso, pode fazer alguns ataques especias (imagens da revista super game power) :

Rolling Slash

1

Spin Attack

2

Multiple Rolling Slash

3

Durante a busca, todas as armas encontradas por Ali são consumíveis, por isso você precisa guardá-las para usar no momento certo.  Entretanto, para aqueles que gostam de grandes desafios, existem as armas lendárias.

Equipamentos com habilidades especiais e de uso infinito. Pegar todas elas é extremamente desafiante e em alguns momentos a dificuldade chega a ser insana. Uma boa pedida para quem gosta de morder os controles quando se está nervoso (eu nunca fiz isso, mas sei que têm muita gente que fazia).

Além das armas, como dito anteriormente, Ali pode controlar os espíritos que aprende invocar:

  • O Shade permite ele retornar após uma queda, pegar itens usando a sua própria sombra, receber menos dano e retirar a consciência do corpo (para encontrar locais encondidos).
  • O Efreet é o elemental do combate, ataca os inimigos, gospe fogo e se transforma em bola de fogo.
  • A Dytto, permite você abrir passagens na água, se transforma em furacão e permite você se curar (extremamente útil)
  • Por fim, Bow, uma planta carnívora que morde os inimigos, se desloca por baixo da terra e solta pólens venenosos.

A imagem abaixo é da revista ação games e ilustra muito bem os principais elementais:

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Conclusão

Para quem nunca jogou esse jogo, posso afirmar que está perdendo um dos melhores RPGs. Ele está entre os meus jogos favoritos e com méritos. Meu conselho é que se você curte o gênero, arrume o cartucho e jogue! Jogar no emulador é sempre uma opção, mas não use o save state, você com certeza irá estragar a experiência retro. É claro que a verdadeira experiência você só irá conseguir no console. Jogo maravilhoso do Mega Drive e que com certeza deixou saudades. Genesis Does!

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RAKS, amante da época de ouro dos VGs.